Como minha situação sócio econômica não permite que faça meus deslocamentos todos com meu veículo próprio utilizo (e muito) do transporte coletivo de massa (mais conhecido como ônibus). E nessas desventuras encontro cada vez mais personagens que até pouco tempo eram somente caricatas para mim.
Sempre ouvi falar que os usuários desta modalidade de transporte fossem pessoas de nível cultural mais baixo. Mas nunca achei que fosse tão baixo! Ainda que cada modalidade de profissional formaria suas próprias comunidades (panelas) no interior deste coletivos.
Dependendo do horário em que se freqüenta o ambiente interno dos ônibus encontrar-se-á uma modalidade de pessoas. E situações engraçadas ocorrem quando há esta interação entre as pessoas.
Há o grupo das “secretarias do lar” (também conhecidas por domésticas) que se não estão falando mal de seus empregadores estão tecendo comentários sobre algum artista de TV ou vizinho bonitinho. E cada coisa que se ouve destas mulheres, por vezes fico imaginando como está o nível de testosterona (isso mesmo, parecem homens) delas. Os comentários são capazes de ruborizar até o mais depravado dos homens.
Ainda dentro desta classe pode-se notar uma parcela em que o bordão “desgraça pouca é bobagem” tem grande valia. É somente surgir um comentário sobre uma unha quebrada que em menos de dez minutos serão ouvidas narativas de pelo menos quatro formas diferente de dor, podendo até surgir a citação de alguém que tenha falecido em virtude de uma unha mal tratada e que o “presunto” foi abandonado pelos médicos do “SUS”. O mais interessante neste papo (digamos que seja interessante) é que nunca é citado o nome do “de cujus”, é sempre o irmão do vizinho de uma tia que mora longe (ou algo neste gênero).
Ainda existem outras modalidades, mas trarei algumas descrições nos próximos episódios.
Até mais.
Mauro Ribeiro
(41) 8415-0153



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